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Amyr Klink

Amyr Klink, legados no mar e nos livros em edições especiais

O mais conhecido navegador brasileiro é lembrado internacionalmente pela minúcia de seus planejamentos e pelo ineditismo de seus feitos no mar – alguns em solitário. Em terra, Amyr Klink já passou de 2500 palestras ministradas em pelo menos dez países diferentes, estreou 2 documentários e vendeu mais de meio milhão de livros em uma dezena de títulos. Dois são leitura obrigatória e vão além das suas excelentes reflexões.

Em “Paratii, entre dois pólos” (Cia das Letras, 1992) Amyr Klink navega entre os extremos do mundo durante quase dois anos, contundo, durante um ano inteiro planejadamente retido pela neve na Península Antártica. E para ser auto suficiente e sobreviver a tanto tempo no deserto gelado, a única coisa que não há é tédio. Além da manutenção da embarcação e da geração de energia e água, a convivência com a fauna e a exploração do entorno rendem boas histórias e ambientam uma calculada luta pela sobrevivência.

Seu primeiro livro – que converteu-se em best-seller – é capaz de tocar a qualquer leitor, não só aventureiros de plantão. Em sua primeira grande expedição Amyr Klink não veleja. Em “Cem dias entre o céu e o mar” (Cia das Letras, 1985) ele atravessa o Atlântico, da África ao Brasil, remando! Com a simplicidade e honestidade que lhe são peculiares, os emocionantes relatos de capotagens, encontro com baleias e natação entre os tubarões no meio do oceano, se misturam às mais humanas emoções de um projetista, navegador e expedicionário ainda em formação, que se equilibra entre o meticuloso planejamento e o inusitado improviso.

A Manuseados tem vários exemplares de diversos títulos deste autor, dois deles são de uma edição especial capa dura, confira aqui.

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Histórias do Mar, o livro que segundo Amyr Klink é viciante!

A história do homem não seria a mesma sem os ilustres navegadores que colonizaram o mundo e estão em todos os livros, mas também fazem parte dela quase desconhecidos como Yamamoto Otokichi, que após 14 meses a deriva foi capturado por índios e levou 17 anos para voltar para casa. Esta história, por mais interessante que seja, ninguém aprendeu na escola!

O livro “Histórias do Mar”, de Jorge de Souza (Agência 2) reúne 200 casos ocorridos desde 1500 até os dias de hoje. Histórias que já seriam incríveis se fossem inventadas, imagina reais!

Escrito em forma de crônicas, contos e notas, e de forma leve, a dinâmica de leitura é incrível. As histórias acontecem nos quatro cantos da terra e permeiam desde náufragos fugindo de canibais, escravos abandonados em ilhas, sobreviventes que não quiseram ser resgatados e erros militares grotescos.

Entre notas mais amenas, como a do primeiro turista náutico do mundo, ou a primeira mulher faroleira (que opera um farol) e que foi heroína neste posto, estão também os apreensivos relatos dos sobreviventes do baleeiro Essex, a história real que inspirou Moby Dick, livro de Herman Melville.

Detalhes que nenhuma matéria jornalística mostrou sobre José Alvarenga, o salvadorenho que sobreviveu 14 meses a deriva entre o México e as Ilhas Marshal. Ou a lembrançã da patética emersão do submarino nuclear USS Greenville, que afundou o navio escola japonês Ehime Maru matando 9 estudantes, também fazem do livro divertida e rica fonte de informações.

O autor Jorge de Souza é jornalista há mais de 40 anos, foi editor da prestigiada revista NÁUTICA, criador de revistas de Turismo, e autor de dois livros do mesmo assunto, além de um blog e um site que atualiza constantemente. O manUSeADOS tem um excelente exemplar deste livro aqui!

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